As Cores das Lixeiras de Coleta Seletiva

Entenda o significado das cores das lixeiras, o que deve (ou não) ser descartado em cada lixeira e quais os erros mais comuns nesse processo.
Cores das lixeiras na coleta seletiva

Separar o lixo corretamente é um gesto simples, mas com um impacto profundo na sustentabilidade do planeta. As cores das lixeiras na coleta seletiva são mais do que um recurso visual — elas representam um sistema padronizado que facilita a separação de resíduos, otimizando a reciclagem e impulsionando práticas alinhadas à logística reversa e à economia circular.

Neste artigo, você entenderá o significado de cada cor, o que deve (ou não) ser descartado em cada lixeira e quais os erros mais comuns nesse processo, ainda muito negligenciado no Brasil.

O que significa cada cor das lixeiras?

A padronização das cores para coleta seletiva segue as diretrizes da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), com a norma NBR 7.500. Abaixo, explicamos cada uma:

Cores das lixeiras de coleta seletiva - direitos autorais para ILOG

Azul – Papel e Papelão

Indicada para:

  • Jornais, revistas, folhas de caderno, envelopes, caixas de papelão, papel de escritório.

Evite:

  • Papel higiênico, guardanapos sujos, papéis plastificados ou engordurados.

Vermelha – Plásticos

Indicada para:

  • Garrafas PET, sacolas, embalagens de produtos de limpeza, potes de iogurte.

Evite:

  • Plásticos com resíduos orgânicos ou embalagens contaminadas com óleo ou gordura.

Verde – Vidros

Indicada para:

  • Garrafas, potes, frascos de alimentos e bebidas.

Evite:

  • Espelhos, vidros temperados, ampolas de remédio, cerâmicas e porcelanas.

Amarela – Metais

Indicada para:

  • Latas de alumínio, latas de alimentos (milho, ervilha), tampas metálicas.

Evite:

  • Latas de tinta, pilhas e outros materiais perigosos.

Marrom – Resíduos Orgânicos

Indicada para:

  • Restos de alimentos, cascas de frutas e legumes, borra de café.

Evite:

  • Qualquer material inorgânico ou contaminado com produtos químicos.

Cinza – Resíduos Não Recicláveis

Indicada para:

  • Papel higiênico, fraldas descartáveis, absorventes, bitucas de cigarro.

Evite:

  • Misturar recicláveis que poderiam ser reaproveitados.

Laranja – Resíduos Perigosos

Indicada para:

  • Pilhas, baterias, lâmpadas fluorescentes, equipamentos eletrônicos.

Evite:

  • Descartar diretamente em lixeiras comuns; exija pontos de coleta específicos.

Roxa – Resíduos Radioativos

Indicada para:

  • Materiais provenientes de hospitais ou centros de pesquisa (não comum no cotidiano doméstico).

Os erros mais comuns na separação de resíduos

Mesmo com a identificação por cores, muitos brasileiros ainda cometem falhas que comprometem todo o processo de reciclagem. Alguns erros frequentes incluem:

  • Descarte de materiais sujos: Papéis engordurados ou embalagens com restos de comida contaminam os demais resíduos.
  • Mistura de tipos de resíduos: Jogar vidro junto com metais ou plásticos compromete a triagem nas cooperativas.
  • Desinformação sobre materiais recicláveis: Muitos ainda acreditam que isopor, espelhos ou porcelanas são recicláveis pelo sistema convencional, o que não é verdade.
  • Falta de higienização das embalagens: Apesar de não precisar ser um processo rigoroso, enxaguar potes e garrafas evita proliferação de pragas e odores.

Separar é um ato de cidadania

A coleta seletiva está diretamente ligada à logística reversa e à economia circular, pois permite que os resíduos retornem à cadeia produtiva, reduzindo o consumo de matéria-prima virgem e os impactos ambientais. No entanto, como lembra o ILOG – Instituto Brasileiro de Logística Reversa, o Brasil ainda recicla menos de 5% dos resíduos pós-consumo. Esse dado reforça a importância da educação ambiental e da responsabilidade compartilhada entre governos, empresas e cidadãos.

Empresas que utilizam embalagens, por exemplo, têm o dever legal de comprovar a destinação adequada de seus resíduos. É nesse contexto que o Selo Nós Reciclamos surge como solução eficiente, oferecendo conformidade ambiental, segurança jurídica e apoio na obtenção de licenças ambientais.

Conclusão

Adotar a coleta seletiva com o uso correto das cores das lixeiras é uma atitude simples, mas com poder transformador. Ao separar corretamente, contribuímos para a redução de resíduos nos aterros, apoiamos o trabalho das cooperativas e fortalecemos a logística reversa no Brasil.

Para saber mais sobre como sua empresa pode se adequar às exigências legais e impulsionar a sustentabilidade, conheça o Selo Nós Reciclamos.

Sustentabilidade começa em casa.

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